BOI TINGA

O Boi Tinga surgiu em 1937, quando pescadores de São Caetano de Odivelas decidiram levar para sua cidade uma manifestação cultural inspirada em vivências no porto de Pacoval, na Ilha do Marajó. Encontraram a cabeça de um boi reprodutor, o Tinga, e a entregaram ao artesão local, que deu origem à figura central do boi. No dia 24 de junho, o Boi Tinga fez sua primeira saída, acompanhado de pierrôs, cabeçudos, buchudos, mutucas e uma orquestra de sopros, tambores e maracas. Desde então, desfila anualmente pelas ruas da cidade, sendo reconhecido como símbolo de identidade e resistência cultural. Sua trajetória inclui apresentações por todo o Pará, além de viagens a Brasília, São Paulo e, em 2018, ao Festival Internacional de Máscaras Ibéricas, em Lisboa. O Boi Tinga representa o imaginário amazônico e a força criativa popular. Atualmente, é promovido por agentes culturais ligados a família dos fundadores do grupo. Seu trabalho impulsiona os Bois de Máscaras como referência viva da cultura odivelense.

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